ENTRE EVVAS | SEMILDA CUNHA
Nesta semana, Itapoá celebrou o aniversário de uma mulher que fez da elegância muito mais do que uma forma de vestir. Semilda Cunha é empresária, mentora, mãe e uma mulher que continua aprendendo, empreendendo, sonhando e se reinventando. Aos 60+, transformou sua relação com a moda em um propósito: ajudar pessoas a reconhecerem sua identidade, fortalecerem sua imagem e ocuparem seus espaços com mais segurança.
No Entre Evvas desta semana, a aniversariante mais elegante de Itapoá compartilha um pouco da sua trajetória, sua visão sobre imagem e posicionamento e uma mensagem especialmente poderosa para outras mulheres:
Evva: Nos conte um pouco, quem é você quando não está por trás da empresária e mentora?
Semilda – Eu sou uma mulher intensa, curiosa, movida por desafios e apaixonada pela vida. Sou mãe, avó, filha, amiga e, acima de tudo, uma mulher que acredita que sempre podemos recomeçar e nos reinventar. Gosto de gente, de histórias, de aprender e de viver experiências. Tenho meus medos, claro, mas não permito que eles decidam por mim. Minha fé em Deus é a minha base e acredito que cada fase da vida tem um propósito.
Evva: Quando você percebeu que seu trabalho ia muito além da moda?
Semilda: Percebi que eu não estava simplesmente vendendo roupas. Eu estava percebendo pessoas.Na Dvestir, comecei a entender que muitas mulheres e homens não precisavam apenas de uma peça nova, mas de um olhar que os fizesse enxergar o próprio potencial.
Foi aí que a moda ganhou outro significado para mim. A roupa é uma ferramenta. Ela pode revelar, fortalecer e comunicar aquilo que muitas vezes a pessoa ainda não conseguiu expressar.
Evva:. Como a roupa, a postura e o comportamento revelam quem somos?
Semilda: Antes mesmo de falarmos, nossa imagem já está comunicando.A roupa, a postura, a maneira como caminhamos, olhamos, cumprimentamos e nos posicionamos contam uma história sobre nós.Mas imagem não é fantasia. Não é vestir um personagem para agradar alguém. É alinhar o que você veste com quem você é, com aquilo que acredita e com a mensagem que deseja transmitir.Eu costumo dizer: Moda veste. Imagem fala. Estilo marca e posiciona.
Evva: Para você, onde começa uma imagem verdadeiramente elegante?
Semilda: A elegância começa no comportamento.Uma roupa pode ser sofisticada, mas se não existe educação, respeito, postura e segurança, aquela imagem perde força.Para mim, elegância é quando aparência e essência caminham juntas. É saber quem você é, respeitar quem está ao seu lado e ocupar os espaços com segurança, sem precisar diminuir ninguém.
Evva: Por que alinhar imagem, comportamento e propósito pode transformar uma trajetória?
Semilda: Porque quando você entende quem é e começa a se posicionar de forma coerente, as pessoas passam a perceber aquilo que você realmente representa.O posicionamento traz clareza. Ele muda a maneira como você se apresenta, como se comunica, como escolhe seus ambientes e até as oportunidades que passa a atrair. E eu acredito que isso vale para a vida pessoal e profissional. Você não precisa se tornar outra pessoa para se posicionar. Precisa reconhecer o valor que já existe em você e aprender a comunicá-lo.

Evva: Que mensagem você deixa para quem deseja fortalecer sua imagem e seu posicionamento. E existe algo que você gostaria de dizer que eu não perguntei?
Semilda: Eu diria: não espere se sentir pronta para começar a se posicionar. Comece com aquilo que você já tem. Conheça sua história, reconheça seus valores, cuide da sua imagem e tenha coragem de ocupar o seu lugar. Eu acredito profundamente que identidade não se compra em uma loja. Ela é construída, reconhecida e fortalecida.
E existe algo que considero muito importante: não precisamos escolher entre ser quem somos e evoluir. Podemos honrar nossa essência e, ao mesmo tempo, nos tornar uma versão ainda mais segura, elegante e consciente de nós mesmas. Mesmo após os meus 60 mais, continuo aprendendo, empreendendo, estudando, me reinventando e sonhando.
E talvez essa seja uma das maiores mensagens da minha história: a idade pode marcar o tempo, mas não precisa limitar os nossos sonhos. Hoje, meu propósito é justamente esse: olhar para pessoas e ajudá-las a enxergar aquilo que talvez ainda não estejam conseguindo ver em si mesmas; presença, confiança, identidade e potência.
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