EFIGÊNIA ROLIM: EXPOSIÇÃO INÉDITA REVELA OBRAS E INSPIRAÇÕES DO PERÍODO VIVIDO

Mostra abre em 2 de outubro e inaugura o ADEArte, projeto que aproxima arte, educação e
sustentabilidade. Com entrada gratuita, exposição terá programação especial para estudantes da rede pública de ensino de Itapoá.

De um “mísero caído” papel de bala de hortelã encontrado no chão, nasceu uma Rainha.
Efigênia Rolim, a Rainha do Papel de Bala, é reconhecida nacionalmente por transformar
materiais descartados em esculturas, personagens, vestimentas e instalações repletas de
imaginação. Em seu reinado, construiu uma obra que desafia uma ideia tão presente em nosso
tempo: a de que aquilo que perde sua utilidade também perde seu valor. Em suas mãos, o
descarte nunca representou o fim de uma história, mas o começo de outra.
É com esse convite a olhar novamente para o mundo — e para os detalhes que muitas vezes
passam despercebidos — que chega a Itapoá a exposição Efigênia Rolim: entre o mar e a
mata, dedicada à produção e às inspirações da artista durante o período em que viveu no
município.
A mostra inaugura o ADEArte, projeto da ADEA – Associação de Defesa e Educação Ambiental
que aproxima arte, educação e sustentabilidade. A exposição abre no dia 2 de outubro e
contará com visitas gratuitas, programação para cerca de 70 turmas da rede pública de ensino
da cidade e oficinas com as filhas da artista. A visitação segue aberta ao público de sexta a
domingo, até 20 de dezembro, na sede da ADEA.

Uma artista que transformou o descartado em poesia


Efigênia Rolim iniciou sua trajetória artística aos 60 anos, depois de encontrar, na Rua XV de
Novembro, em Curitiba, um papel brilhante de bala de hortelã. O pequeno objeto despertou
um olhar que passaria a acompanhá-la por toda a vida: enxergar possibilidades naquilo que
havia sido descartado.
A partir daí, materiais que normalmente teriam como destino o lixo passaram a compor
personagens, objetos, vestimentas e narrativas marcadas pela criatividade e por reflexões
sobre consumo, descarte e nossa relação com o planeta.
Ao longo de mais de três décadas de produção, Efigênia construiu uma obra singular, na qual
arte e vida se misturam e objetos aparentemente sem valor ganham novas histórias.
A singularidade de sua produção levou Efigênia Rolim a importantes espaços da arte brasileira.
Obras da artista integram hoje o acervo do Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, e sua
trajetória inclui participações em exposições de destaque, como a Bienal Internacional de
Curitiba. Em 2026, o MON voltou a celebrar sua produção com a exposição de longa duração
Efigênia Rolim: A Poética do Resíduo, que inaugura um programa de mostras-homenagem
dedicado a artistas presentes na coleção do museu. Entre os reconhecimentos recebidos por
Efigênia estão o Prêmio Culturas Populares Mestre Duda, concedido pelo Ministério da Cultura em 2007, e a Ordem do Mérito Cultural, na classe de Comendadora, recebida em 2008, uma
das mais importantes honrarias da cultura brasileira.

Uma história que também passa por Itapoá
E a história de Efigênia Rolim também passa por Itapoá. A artista chegou ao município em
setembro de 2018 e viveu aqui por pouco mais de três anos. Hoje, suas filhas seguem
construindo no município um cotidiano atravessado por arte, memória e legado.
Durante os anos vividos por aqui, Efigênia esteve próxima da mata, do mar, dos animais, dos
sons e dos materiais que encontrava pelo caminho. Caminhava, observava, recolhia. Produzia.
Criava seres e objetos que parecem pertencer simultaneamente ao mundo natural e ao mundo
imaginado. Entre o mar e a mata, esse universo encontrou um território particular: a natureza
não aparece apenas como cenário, é presença.


Essa conexão torna a primeira edição do ADEArte também uma oportunidade de aproximar a
comunidade de uma artista cuja história atravessa o território e a memória de Itapoá.
“Encontramos na trajetória de Efigênia Rolim muito do que o ADEArte quer provocar:
criatividade, sustentabilidade, cuidado e pertencimento. E temos um presente para Itapoá:
além de ter vivido aqui, Efigênia criou muito durante esse período. Entre o mar e a mata, ela
nos deixou também um convite para olhar o mundo de outra forma”, destaca Vinicius Patrial,
coordenador do projeto. Arte que chega também às escolas
A exposição permanecerá aberta durante três meses, entre outubro e dezembro, e terá uma
programação especialmente voltada à educação.


Ao longo desse período, cerca de 70 turmas da rede pública de ensino de Itapoá serão
recebidas para visitas à exposição, ampliando o contato de crianças e jovens com a arte e
criando oportunidades para conversar sobre criatividade, consumo, descarte, meio ambiente e
novas formas de olhar para os materiais presentes no cotidiano.
A proposta dialoga diretamente com um dos princípios do ADEArte: fazer da exposição não
apenas um espaço de contemplação, mas também de encontro, descoberta e aprendizagem.
“Sua arte nos convida a olhar o mundo com mais criatividade, sensibilidade e cuidado. E é esse
olhar que queremos despertar nos alunos e no público em geral. Afinal, o que conseguimos
enxergar quando olhamos para aquilo que todo mundo já deixou de ver?”, questiona Carolina
Guedes da Silva, diretora de produção do ADEArte.

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Sobre o ADEArte
O ADEArte nasce como um programa permanente dedicado a cultivar encontros entre arte,
educação e sustentabilidade.
A iniciativa parte da ideia de que a arte pode despertar novos olhares sobre o território, sobre
as relações e sobre o mundo ao nosso redor. A cada edição, o projeto pretende aproximar

artistas, estudantes, educadores e comunidade por meio de exposições e experiências
educativas.
A escolha de Efigênia Rolim para inaugurar o programa traduz esse propósito: uma artista que
fez do ato de olhar novamente para aquilo que seria descartado uma maneira de criar,
provocar e transformar.

SERVIÇO
Exposição: Efigênia Rolim: entre o mar e a mata
Abertura: 2 de outubro de 2026, às 17h
Visitação: de 2 de outubro a 20 de dezembro, sextas, sábados e domingos, das 17h às 20h
Local: ADEA – Associação de Defesa e Educação Ambiental
Endereço: Avenida Brasil, 631, bairro Maresias – Itapoá (SC)
Entrada: gratuita
Instagram: @adearte.itapoa
Realização: Projeto realizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura, através do Ministério da
Cultura, com patrocínio da Coamo e Porto Itapoá e apoio da ADEA.

Fonte: Augusta Gern


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Escrito por

Jerusa Soares: Jornalista Publicitária Sênior e especialista em Gestão de Tráfego. Desde 2008, atuo com marketing e conteúdo estratégico, abrangendo diversos segmentos como turismo, bem-estar, moda, alimentação, empreendedorismo, educação, esportes, política e e-commerce. Com uma experiência sólida de mais de 15 anos, ajudo empresas locais a aumentarem suas vendas por meio de estratégias de marketing digital bem elaboradas.

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